Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Há três anos uma amiga me emprestou um livro e eu devolvi sem ler. Cada coisa tem o seu tempo, certo? E eu não estava no momento para aquele livro. Agora percebo que estou e até o pedi emprestado novamente.

O título é “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, escrito por Sophie Kinsella. Dele saiu o filme estrelado pela atriz Isla Fisher, lançado em 2009, que assisti hoje a tarde na casa de uma amiga. E claaaro, fiquei de olho nos figurinos assinados por Patricia Field, que também assinou em “Sex and the City” e “O Diabo Veste Prada“. Um mais lindo que o outro, mas a maioria só funciona nas telas.

saia colorida com blaser vermelho

O filme começa mostrando que Rebecca Bloomwood cresceu vestindo roupas e sapatos comprados com desconto quando na verdade sonhava usar os que eram vendidos com os preços reais (Me identifiquei logo de cara. Quando era criança, minha mãe comprava minhas roupas de segunda mão e não era em brechós como os de hoje. Isso quando ela mesma não resolvia costurar. Não sei o que era pior.). Na definição de Becky, os preços com desconto compravam coisas sem graça que duravam pra sempre, enquanto os preços reais compravam coisas com brilho que duravam poucas semanas.

3426813698_123325a889_oAlguns looks extravagantes do filme. O vestido rosa foi usado no casamento da melhor amiga.

“Quando olhava as vitrines eu via um outro mundo, um mundo cheio de coisas perfeitas. Um mundo onde as garotas adultas tinham o que queriam. Elas eram lindas, como fadas ou princesas. E nem precisavam de dinheiro. Tinham cartões mágicos.” Foram esses cartões mágicos que se tornaram a perdição da jovem londrina formada em jornalismo e especializada em mercado financeiro. Com as facilidades geradas pelos cartões tornou-se uma consumidora compulsiva. Becky não pode passar em frente a uma vitrine de grife ou tomar conhecimento de uma liquidação que sua impulsividade toma conta.

18997236.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxCenas de uma liquidação que ela não resiste e sai com várias sacolas.

os_delirios_de_consumo_de_becky_bloom_2009_notabecky-bloom

Ver uma loja a faz sentir-se como manteiga derretida em cima da torrada, só que melhor porque a loja trata a mulher melhor do que os homens (verdade meninos??? :O). “E se a peça comprada não combinar com você, dá pra trocar dentro do prazo de sete dias”… mas não dá pra fazer o mesmo com os homens. Além disso, as lojas têm cheirinho bom e fazem despertar em nós o desejo por coisas que nem sabíamos que precisávamos (Olha o merchandising cumprindo seu papel. Quem é que resiste as lojas cheirosas, coloridas, com produtos bem distribuídos e um som combinando com o estilo?! Eu adoooro!).

19082124.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxHora de abrir as faturas dos cartões de crédito com a coragem vinda da garrafa na mesa.

beckybloom_01Momento em que o grupo de autoajuda força Becky a doar peças recém adquiridas.

Mas enfim, deixando meu lado consumista pra outro post, Becky se mete em dívidas e vive assombrada pelas cobranças insistentes do gerente do banco enquanto procura um jeito de pagar as faturas dos cartões de crédito (ela possui 12. Tenho apenas três e estou conseguindo usar só um. Não é fácil, mas tenho que ser realista, apesar de sentir vontade de sair por aí brincando de Becky de vez em quando.). Pra se livrar do vício ela procura um grupo de autoajuda pra consumidores compulsivos e chega até a colocar o cartão de crédito dentro de um pote com água e literalmente o congela. Claaaro que no final ela consegue resolver os problemas e ainda ficar com o mocinho (Luke Brandon, interpretado por Hugh Dancy).

Os-Delírios-de-Consumo-de-Becky-Bloom-Confessions-of-A-Shopaholic-Foto-4Uma das cenas mais engraçadas. Ri muito nessa parte.

Sou suspeita pra falar, pois adoro uma comédia romântica e o filme reúne todos os elementos que agradam a mulherada: moda, romance, conquistas profissionais e um final feliz. Quem não gosta?! A verdade é que dei várias gargalhadas com algumas cenas hilárias e claaaro, me emocionei em outras. Agora… trazendo a história pra vida real, vale a pena cair nas armadilhas da moda? Até que ponto somos vítimas dela e quando nos tornamos vítimas de nós mesmas? Qual é a diferença entre vestir uma grife como Chanel, Gucci, Christian Louboutin, Marc Jacobs ou uma marca menos diferenciada?

tumblr_lqrjzjFzxs1qbwxizo1_500Hora da sinceridade. Eu também vejo o mundo mais bonito quando compro o que quero.

Me considero uma consumista controlada e penso que a diferença está na confiança que temos em nós mesmas e demonstramos na postura, independente da roupa que estamos usando. O que chama atenção é uma personalidade bem definida. Vestir uma peça de grife ou da José Paulino não é o que mais importa e sim, se sentir você dentro dela, concorda?

19041308.jpg-r_760_x-f_jpg-q_x-xxyxxOutras cenas do filme.

19082127.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxAmei essa produção.

19041320.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxLocadora8becky4

Fotos: Reprodução

Veja cenas do filme.

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